terça-feira, 17 de setembro de 2013

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Programa Federal

Brasil sem Miséria deve incluir mais 600 mil famílias no ano que vem, diz ministra

O programa teve impacto de 13% na redução da desigualdade social. “O Brasil reduziu a pobreza em 57,8% em oito anos", afirmou a Ministra


Ana Cristina Campos- EBC em 17/09/2013

Agência Brasil

Agência Brasil
Tereza Campello/ ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome durante abertura do seminário sobre o Programa Brasil sem Miséria
Desde o início do Brasil sem Miséria, há dois anos, 22 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza no país, disse a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, ao abrir ontem (16) seminário sobre o programa. A ministra lembrou que 910 mil famílias foram incluídas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e no Bolsa Família nos últimos dois anos e meio.
A meta para o ano que vem é incluir mais 600 mil famílias, informou Tereza, em balanço sobre o programa, durante o 2º Seminário Nacional sobre Pactuação Federativa no Brasil sem Miséria.
Entre os dados apresentados no encontro, a ministra destacou que 13,8 milhões de famílias recebem o Bolsa Família, cujo orçamento alcança quase R$ 24 bilhões – o equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. “Os dados mostram que o Bolsa Família não só beneficia a população pobre, mas também a beneficia a economia do Brasil. ” Segundo ela, o programa tem sido a forma de a população pobre ter acesso à renda e a outros benefícios.
Tereza Campello também ressaltou que, pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec-Brasil sem Miséria), foram feitas 700 mil matrículas em 503 tipos de cursos. No programa Microempreendedor Individual, dos quase 3 milhões de beneficiários, 642 mil estão inscritos no CadÚnico. No programa Água Para Todos, criado em 2011 para universalizar o acesso à água no Semiárido, foram construídas 370,7 mil cisternas, e meta é contemplar 750 mil famílias até o ano que vem. “A população pobre trabalha e quer se engajar no Brasil que trabalha e que cresce”, afirmou.
O ministro de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri, mostrou que, para cada real investido no Bolsa Família, há retorno de R$ 1,78 para a economia. “A cada real gasto no Bolsa Família, o PIB cresce R$ 1,78 e o consumo, R$ 2,4. O Bolsa Família tem efeitos multiplicadores maiores que outros programas sociais. O programa ajudou na crise, porque faz girar a economia”, disse Neri.
Segundo ele, o programa teve impacto de 13% na redução da desigualdade social. “O Brasil reduziu a pobreza em 57,8% em oito anos, sendo que 52% desse total devem-se à redução da desigualdade e 48% ao crescimento da economia.”
No Distrito Federal (DF), há mais de 241 mil famílias inscritas no CadÚnico e 91 mil recebem o Bolsa Família. Dessas, 34 mil têm um complemento na renda de R$ 70 e recebem, no total, R$ 140. A expectativa, segundo o governador do DF, Agnelo Queiroz, é reduzir a “maior desigualdade do país”.

domingo, 15 de setembro de 2013

Em VEJA desta semana

Bolsa Família completa 10 anos sem portas de saída

Programa comemora o décimo aniversário com um quarto dos brasileiros recebendo o auxílio. A ajuda é necessária, mas seria melhor uma solução para tirá-los do círculo vicioso da esmola

Fernanda Allegretti
ADEUS AO TRABALHO - Lucinete Nobre mora em Junco do Maranhão, o município com a maior proporção de habitantes assistidos pelo Bolsa Família. Ela deixou de trabalhar na roça e sustenta a família com os 216 reais que recebe por mês: “Tomara que continue assim pelo resto da vida"
ADEUS AO TRABALHO - Lucinete Nobre mora em Junco do Maranhão, o município com a maior proporção de habitantes assistidos pelo Bolsa Família. Ela deixou de trabalhar na roça e sustenta a família com os 216 reais que recebe por mês: “Tomara que continue assim pelo resto da vida"   (Caio Guatelli)
Na cidade maranhense de Junco do Maranhão, a maioria dos 3 790 habitantes passa o dia vendo televisão, cuidando dos afazeres domésticos ou batendo papo na porta de casa. São raros os que têm horário para cumprir no trabalho. Isso porque, em Junco, 90,5% da população vive com o dinheiro do Bolsa Família. É o município brasileiro com a maior proporção de cidadãos assistidos pelo programa federal. Lançado no primeiro mandato do presidente Lula, o Bolsa Família completa uma década no mês que vem. O objetivo anunciado era reduzir a pobreza e a desigualdade social com a transferência direta de dinheiro às famílias miseráveis. Dez anos depois, a pobreza de fato regrediu. Em 2003, o Brasil tinha 12% da população vivendo com menos de 2,8 reais por dia. Em 2011, o índice caiu para 4,2%. O Bolsa Família contribuiu para essa melhora, mas, obviamente, não foi o único responsável pelo bom resultado.
Impulsionado pelo consumo mundial de commodities como aço e ferro, o PIB do país experimentou um crescimento anual médio de 4,3% entre 2004 e 2011. O estímulo econômico fez ascender para a chamada nova classe média 35 milhões de brasileiros. O poder de compra do salário mínimo e o total de crianças matriculadas nas escolas aumentaram. Embora a pobreza venha diminuindo, a quantidade de dependentes do Bolsa Família cresce a cada recadastramento. Em uma década, o número saltou de 3,6 milhões de famílias para 13,8 milhões. Ao todo, são hoje subsidiados 50 milhões de brasileiros, um quarto da população do país. Nesse período, apenas 1,7 milhão de famílias deixaram de receber o auxílio. Os números superlativos fazem do Bolsa Família o maior programa de transferência de renda condicionada do mundo.
O Bolsa Família está presente em todos os 5 570 municípios brasileiros. Destes, 1 750 têm mais da metade da população vivendo parcial ou totalmente com o recurso federal. Ocorre que muitos beneficiários continuam sem perspectiva ou oportunidade de encontrar uma ocupação. É certo que, na vida em sociedade, a maioria produtiva deve auxiliar os incapazes, mas permitir que famílias inteiras sejam subsidiadas para sempre por um sistema que não estimula sua força de trabalho é favorecer a dependência.
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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Apresentaçao Pessoal


Que bom poder olhar agora para o passado e vê refletido no espelho de minha trajetória, os caminhos que me trouxeram aqui. Nasci no longinquou vilarejo “Baixão Verde do Livramento”, filho de José Miguel da Silva, natural de Pernambuco e Maria Soares da Silva, natural da cidade de Coroatá, Maranhão. Deste enlace nasci em um dia de festa, não um dia qualquer, mais o primeiro de janeiro, dia da Confraternização Mundial e que todos comemoramos como o primeiro dia do ano.
Tive uma infância dourada, não de muitos recursos, mais plena de liberdade, brincando com sabugos de milho, que a mente os elevava a condições de reis e rainhas, carrinhos feitos de talas de buriti, que a gente inventava, mesmo antes de conhecer um automóvel de verdade, tudo fruto da imaginação criativa, que se tem quando é criança, que brincava ao ar livre, com o pés no chão, sujos de lamas nos banhos de chuvas que formavam lagos e igarapés.
Lembro do meu primeiro professor, o Prof. Arão, um ser pacientante, de óculos de lentes grosas, por ter gastos as vistas, buscando conhecimento nas páginas de antigos livros grossos, já de páginas amareladas, de onde tirava ensinamento que utilizava para nos dar lição, nos conduzindo para o mundo das letras, que mais tarde vim me tornar, como escritor, amante da leitura e da escrita, tendo como ídolos, desde minha mais tenra infância, ilustres do mundo das Letras, o consagrado poeta português, Luís Vaz de Camões e o poeta maranhense, Gonçalves Dias, autor do poema Canção do Exílio, o primeiro que aprendi e recitava livremente, de cor e saltiado, como exigência das aulas de sabatinas, que quando se errava uma estrofe, recebia o troféu de uma duzia de bolos de uma velha palmatoria, delineadora dos nossos primeiros passos pela porta do saber que me conduziria a educação e formação que tenho hoje.
O tempo passou e nestas reminiscências, vejo que tudo valeu apena, os erros e acertos, foram apenas caminhos de aperfeiçoamento, para a pessoa melhor que vi me tornar, como cidadão melhor e consciente do meu papel para o meu bem e da própria humanidade.
Tive oportunidade de dedicar o meu primeiro livro, “Baixão Verde do Livramento - Infância Dourada”, aos cinquenta anos de vida conjugal dos meus pais, pra eles foi a Boda de Ouro mais valiosa, pela homenagem do filho escritor e os nomes cravados nos anais da história para lembrança das gerações futuras.
Minha mãe, hoje caminha sozinha, pela falecimento do meu pai em 2010, os cabelos embranqueceram, as vistas diminuíram pelo uso, mas insiste enxergar sem auxilio dos velhos óculos, que ela prefere deixar na “penteadeira” do quarto, do que usar no rosto, por compreender que lhe incomoda no seu dia a dia. As forças já não são mais as mesmas, mas continua o amor, a dedicação e o carinho por cada um dos filhos.
Morando distante, mas continuo presente em seus pensamentos e orações, sempre zelosa e velando pelo meu bem e minha felicidade. Hoje está em casa, convalescendo de uma internação de quinze dias, em decorrência de infecção intestinal, pela fragilidade do seu sistema digestivo, mais merecedora de todo meu amor, carinho e dedicação.
Hoje morando distante, tenho um coração cheio de saudades e procuro preencher minha mente com minhas atividades. Sou funcionário público, oriundo do concurso publico do Ex-IPESAP, tendo que esperar longos dez anos para definitivamente ser efetivado no quadro do Governo do Estado do Amapá.
Sou lotado na Secretaria de Educação -SEED, e já estive exercendo minha função no Centro de Educação Profissional do Amapá – CEPA, na Escola São José, no Complexo Penitenciário do Estado, o IAPEN, onde atuei como professor de língua francesa, sendo bem aceito pelos alunos, ficando até conhecido pelo carinhoso apelido de “Professor Bonjour”, devido todos terem também um apelido, que quando tive quer sair, foi um problema, prometeram fazer uma abaixo-assinado, prometendo um quebra-quebra, para que eu não saísse da Escola, sendo necessário muito jeito e negociação, para a minha saída, sem que nada de pior viesse acontecer.
Hoje estou aqui e tenho o respeito e amizade de todos os funcionários da Escola Gabriel Almeida Café, procurando desenvolver melhor cada dia meu trabalho, como, servidor e no meu ambiente de trabalho, o laboratório de informática da Escola, LIED, no acompanhamento dos alunos e na prática da minha docência, no ensino aprendizado.
Sinto a necessidade de estar sempre aprendendo, pois compreendo que o conhecimento deve ser compartilhado e nesta troca a gente crescer como ser humano e se capacitando cada vez mais para a melhora da própria vida, como a vida dos dos nossos semelhantes.