Que bom poder olhar agora para o passado e vê refletido no espelho
de minha trajetória, os caminhos que me trouxeram aqui. Nasci no
longinquou vilarejo “Baixão Verde do Livramento”, filho de José
Miguel da Silva, natural de Pernambuco e Maria Soares da Silva,
natural da cidade de Coroatá, Maranhão. Deste enlace nasci em um
dia de festa, não um dia qualquer, mais o primeiro de janeiro, dia
da Confraternização Mundial e que todos comemoramos como o primeiro
dia do ano.
Tive uma infância dourada, não de muitos recursos, mais plena de
liberdade, brincando com sabugos de milho, que a mente os elevava a
condições de reis e rainhas,
carrinhos feitos de talas de buriti, que a gente inventava, mesmo
antes de conhecer um automóvel de verdade, tudo fruto da imaginação
criativa, que se tem quando é criança, que brincava ao ar livre,
com o pés no chão, sujos de lamas nos banhos de chuvas que formavam
lagos e igarapés.
Lembro do meu primeiro professor, o Prof. Arão, um ser pacientante,
de óculos de lentes grosas, por ter gastos as vistas, buscando
conhecimento nas páginas de antigos livros grossos, já de páginas
amareladas, de onde tirava ensinamento que utilizava para nos dar
lição, nos conduzindo para o mundo das letras, que mais tarde vim
me tornar, como escritor, amante da leitura e da escrita, tendo como
ídolos, desde minha mais tenra infância, ilustres do mundo das
Letras, o consagrado poeta português, Luís Vaz de Camões e o poeta
maranhense, Gonçalves Dias, autor do poema Canção do Exílio, o
primeiro que aprendi e recitava livremente, de cor e saltiado, como
exigência das aulas de sabatinas, que quando se errava uma estrofe,
recebia o troféu de uma duzia de bolos de uma velha palmatoria,
delineadora dos nossos primeiros passos pela porta do saber que me
conduziria a educação e formação que tenho hoje.
O tempo passou e nestas reminiscências, vejo que tudo valeu apena,
os erros e acertos, foram apenas caminhos de aperfeiçoamento, para
a pessoa melhor que vi me tornar, como cidadão melhor e consciente
do meu papel para o meu bem e da própria humanidade.
Tive oportunidade de dedicar o meu primeiro livro, “Baixão Verde
do Livramento - Infância Dourada”, aos cinquenta anos de vida
conjugal dos meus pais, pra eles foi a Boda de Ouro mais valiosa,
pela homenagem do filho escritor e os nomes cravados nos anais da
história para lembrança das gerações futuras.
Minha mãe, hoje caminha sozinha, pela falecimento do meu pai em
2010, os cabelos embranqueceram, as vistas diminuíram pelo uso, mas
insiste enxergar sem auxilio dos velhos óculos, que ela prefere
deixar na “penteadeira” do quarto, do que usar no rosto, por
compreender que lhe incomoda no seu dia a dia. As forças já não
são mais as mesmas, mas continua o amor, a dedicação e o carinho
por cada um dos filhos.
Morando distante, mas continuo presente em seus pensamentos e
orações, sempre zelosa e velando pelo meu bem e minha felicidade.
Hoje está em casa, convalescendo de uma internação de quinze dias,
em decorrência de infecção intestinal, pela fragilidade do seu
sistema digestivo, mais merecedora de todo meu amor, carinho e
dedicação.
Hoje morando distante, tenho um coração cheio de saudades e procuro
preencher minha mente com minhas atividades. Sou funcionário
público, oriundo do concurso publico do Ex-IPESAP, tendo que
esperar longos dez anos para definitivamente ser efetivado no quadro
do Governo do Estado do Amapá.
Sou lotado na Secretaria de Educação -SEED, e já estive exercendo
minha função no Centro de Educação Profissional do Amapá –
CEPA, na Escola São José, no Complexo Penitenciário do Estado, o
IAPEN, onde atuei como professor de língua francesa, sendo bem
aceito pelos alunos, ficando até conhecido pelo carinhoso apelido de
“Professor Bonjour”, devido todos terem também um apelido, que
quando tive quer sair, foi um problema, prometeram fazer uma
abaixo-assinado, prometendo um quebra-quebra, para que eu não saísse
da Escola, sendo necessário muito jeito e negociação, para a
minha saída, sem que nada de pior viesse acontecer.
Hoje estou aqui e tenho o respeito e amizade de todos os
funcionários da Escola Gabriel Almeida Café, procurando desenvolver
melhor cada dia meu trabalho, como, servidor e no meu ambiente de
trabalho, o laboratório de informática da Escola, LIED, no
acompanhamento dos alunos e na prática da minha docência, no ensino
aprendizado.
Sinto a necessidade de estar sempre aprendendo, pois compreendo que o
conhecimento deve ser compartilhado e nesta troca a gente crescer
como ser humano e se capacitando cada vez mais para a melhora da
própria vida, como a vida dos dos nossos semelhantes.
Parabéns por começar a divulgar seus trabalhos neste novo espaço.. bons estudos e sucesso !
ResponderExcluircarinhosamente,
Rosilma